30 de junho de 2007

E O QUE RESTA É CICATRIZ

Salve o tempo generoso
esse balsamo doloroso
que cura lento e persistente

Salve essa foice afiada
a fossa escura e aterrada
no oculto do que é a gente

Salve, pira incandescente
crematorio permanente
de tudo o que vem à frente

Salve o rastro onde eu resto
sobre a ruina talhada
e todo o lodo aparente
que cobre carne machucada

3 comentários:

Filipe disse...

Nada como um dia após o outro!

cristianodoctor disse...

Muito bacana esse poema ju!

fred disse...

Que triste... (com os olhos cheios d'água).